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Web 2.0: para além do “hype

Meu trabalho com web é algo que até para mim veio como surpresa. Ingressei neste meio a convite de um amigo, Paolo Doder, que me convidou para desenvolver layouts para os sites que ele desenvolvia. Em princípio, meu trabalho seria ainda restrito ao design gráfico, ou seja, criar layouts, produzir imagens, etc. Entretanto, a medida que lia sobre o assunto (não faço nada sem um bom estudo preliminar, em especial numa área nova), compreendia que a web é muito mais do que eu podia supor então. Usava a web intensivamente, para fazer pesquisa e me comunicar por email, mas ignorava a dimensão e importância do blog, e o alcance e possibilidades das tecnologias que gravitam em torno deste termo um tanto controverso: “Web 2.0″. Muito se fala dela, mas acho que a melhor definição dela é de Tim Berners Lee, que disse que a web 2.o nada mais é do que o que a internet sempre deveria ter sido. Representa, como ele mesmo diz, uma primeira auto-consciência (adolescente ainda) do que a internet é. E o que é internet então?

Acho que Tim Berners Lee definiu bem o que é a internet 2.0: nada mais do que o que a internet sempre deveria ter sido. Então por que o hype? Talvez porque só agora as pessoas estejam compreendendo o que a internet realmente é. A primeira geração interpretava a  internet como uma versão eletrônica da mídia impressa, e os sites eram em geral nada mais que brochuras online. Hoje ninguém pensa seriamente em ter um site estático nem acha divertido gifs animados. Interatividade é bem mais do que um site em flash que faz truques quando você clica a qui e ali. Hoje, os grandes sites se baseiam em conteúdo gerado pelos usuários, em blogs, e muitos, muitos links. Aliás, se é possível definir a internet em uma palavra, esta palavra é o “link”, a alma do hipertexto.

continua… 

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